SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR de Dezembro 2017

Neste 4º trimestre, contemplando uma recuperação disseminada, crescentemente sincronizada e a um maior ritmo, importa refletir sobre o facto de que cultivar societalmente um passado cujas condições de possibilidade já não existem, corresponde a alhear-se do futuro e não cuidar da gestão socioeconómica das alterações estratégicas em curso.


Neste número:

» Tempestade estratégica e uma nova ordem mundial

Os acontecimentos deste trimestre organizam-se em torno de dois vetores essenciais: o abandono do método de racionalização, substituído pelo populismo das emoções; e o medo da decadência, que ocupa agora o lugar que antes pertencia à ideia de progresso, que se articulam e se reforçam mutuamente.
As tensões e mudanças em curso nos sistemas políticos nacionais das sociedades ocidentais têm consequências relevantes para a estruturação do padrão de ordem mundial, onde o processo de globalização põe em causa não só os poderes dos Estados nacionais, mas também fragmenta os blocos geopolíticos pela via das redes económicas e da interdependência dos mercados. A revisão estratégica americana com Donald Trump faz da Europa um espaço continental sujeito a uma tempestade estratégica essencial. Os Estados europeus têm que se ajustar às novas condições dispondo da única plataforma institucional ativa que é a União Europeia.


» Recuperação e regresso ao passado

Nos finais do Outono, as perspetivas da evolução económica internacional continuavam a apresentar uma evolução favorável, contemplando uma recuperação disseminada, crescentemente sincronizada e a um maior ritmo, leitura que parece confirmada pelo panorama energético. Caso o crescimento internacional e europeu alcance ou supere as previsões atrás referidas, o crescimento português não deverá ser comprometido. No entanto, importaria refletir sobre o facto de que recuperar no OE muitas das condições do passado, corresponde a rigidificar, não só em termos financeiros, as despesas públicas, mas também cultivar societalmente esse mesmo passado, “alhear-se dos futuros” e não cuidar da gestão socioeconómica da mudança.

» Financiamento do desenvolvimento em Moçambique: novos e velhos desafios

Moçambique é hoje uma economia não a duas velocidades, mas a dois déficits. O da balança comercial e o das contas públicas. Somadas, estas situações geram hoje desafios particularmente difíceis, especialmente ao nível do financiamento da economia, quer do Estado quer dos agentes económicos privados.
Depois de um ano particularmente difícil em 2016, 2017 trouxe sinais de recuperação da economia em Moçambique. E 2018? Esta é a questão que os agentes económicos mais colocam no país, face à incerteza sobre a evolução económica e cambial. E há sinais contraditórios sobre este tema. Ponto a ponto.

» Entre a conjuntura e o future. Reflexões sobre conjuntura, estratégia e desenvolvimento para Portugal

Qualquer que seja o Governo em função, existe um conjunto mínimo de medidas estruturais estratégicas que terão de ser tomadas, sob pena de não ser possível ultrapassar os constrangimentos que se verificam na sociedade portuguesa, nomeadamente a questão da competitividade externa e do equilíbrio entre a criação de valor e as políticas de distribuição exigidas pelo modelo social europeu. A definição de linhas estruturantes de futuro para Portugal passa inequivocamente pela pertença à União Europeia, da qual beneficia de forma inegável. Não é demais lembrar que os pequenos e médios países são os que mais dependem e beneficiam da política comercial da União Europeia. Isolados, estes países pouco ou nada poderiam fazer em nenhuma destas frentes, dada a sua reduzida dimensão.


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