RT SaeR Dezembro 2012
Editorial
O que fica
As causas políticas e sociais para a crise das sociedades maduras Ocidentais e japonesa
Em Portugal, o debate parlamentar sobre o Orçamento de Estado para 2013 revela a capacidade de resistência das narrativas do passado e a dificuldade para a democracia de aceitar voluntariamente a contração súbita das suas expectativas. Por um lado, os responsáveis partidários persistem na formulação de estratégias e de programas que são idênticos aos que apresentaram durante o longo processo de formação da crise. Por outro lado, os eleitores consideram-se defraudados na sua formação da legitimidade do poder, quando votaram sem terem sido informados da extensão e das consequências da crise, que não foram apresentadas nem interpretadas pelos candidatos ao exercício do poder.
Análise de Conjuntura
Os perigos da “balcanização” europeia e as necessárias respostas a este perigoso quadro estratégico
A recessão está a alimentar movimentos independentistas na UE, no que pode-se designar como “balcanização”. A alternativa a todo este contexto e processo reside na alteração do paradigma de austeridade e na opção pelo crescimento económico (tal como o resto do mundo “pede” à Alemanha). E só num contexto de crescimento se poderão encontrar compromissos viáveis e sustentáveis.
Tema de Fundo
Os custos da ajuda externa e a possibilidade de renegociação da dívida
Dados os atuais custos de financiamento médios do Estado português, a redução das taxas de juro associadas aos empréstimos oficiais ou o adiamento das datas de reembolso daqueles – dois casos que se enquadram numa lógica de restruturação de dívida –, são matérias que poderão aliviar ligeiramente a pressão sobre a economia portuguesa do ajustamento económico e financeiro em curso. Porém, este alívio será restrito (os cortes na despesa pública já atingem 13 mil milhões de euros, desde o seu máximo em 2010, e ainda está prevista uma queda de mais 4 mil milhões de euros, que comparam com uma diminuição média anual de custos com serviço de dívida de mil milhões de euros).
Estratégia e Competitividade
As PME têm alternativas de financiamento
Para além de ser uma característica “cultural” europeia, a concentração do endividamento financeiro das PME no sistema bancário decorre da muito reduzida escala média das PME nacionais e foi sendo potenciada pelas excecionais condições de acesso ao crédito bancário até 2008. Esta concentração não é exclusiva das PME, sendo antes uma característica do financiamento empresarial europeu, por contraponto ao financiamento empresarial norte-americano, muito mais dependente dos mercados financeiros; mas, no caso português, atinge um nível extremo.
Espaços Económicos e Geopolítica
Angola – O que é que está a mudar?
A demografia em Angola tem vindo a anular, na prática, totalmente desde 2008, os efeitos per capita do crescimento económico. Espera-se, por isso, que o MPLA procure, nos próximos anos, inverter a perda de votos num contexto menos favorável.
As oportunidades para as empresas portuguesas serão cada vez mais diferentes e específicas e implicarão, num mercado de concorrência crescente, uma qualificação do perfil dos investimentos e uma capacidade – decisiva – de encontrar parceiros locais credíveis.
Notícias
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