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OE2011: situação do país é «desesperante». Negociações não resolvem

Começou esta terça-feira a quarta ronda de negociações entre o Governo e o PSD a propósito do Orçamento do Estado para 2011. Mas o economista José Poças Esteves duvida que um entendimento entre o PS e o PSD resolva o principal problema da economia portuguesa: o crescimento.

«Tenho muitas dúvidas que destas negociações saiam medidas importantes que possam resolver o problema principal, o crescimento», disse o também sócio-gerente da SaeR, citado pela agência Lusa, e para quem a situação do país é mesmo «desesperante».

Poças Esteves, que falava na apresentação do relatório trimestral sobre a situação económica e dos negócios, reforçou que a situação mais grave da economia portuguesa não se prende com o endividamento, apesar de ser essencial controlar o défice e equilibrar a balança de pagamentos, mas sim com o crescimento. Ainda assim, reconheceu que, para controlar o défice será necessário gerar receita. Mas mesmo aqui advertiu que «estrangular a própria capacidade de gerar receita não parece a melhor medida».

«Na última década, a nossa economia nunca conseguiu dar confiança aos investidores e aos credores de que tinha condições de crescimento que lhe permitisse resolver o endividamento». Este economista defende que, no imediato, devem ser dadas condições às empresas para impulsionarem a expansão económica, através da redução da burocracia e mesmo da carga fiscal.

A médio e longo-prazo, o economista é apologista da aposta nos «activos» ligados ao mar, destacando o papel dinamizador que tem desempenhado o Presidente da República neste assunto, assim como na reorientação de Portugal para os parceiros da lusofonia.

«Ir aos Estados Unidos, à Venezuela, ao Brasil, a Marrocos sem uma estratégia não faz sentido. Portugal tem um espaço económico fabuloso, em grande crescimento e onde tem vantagens competitivas, que é a lusofonia».

O relatório trimestral da SaeR afirma ainda que a solução para a crise que o país atravessa virá «em larga medida do exterior» e «não de dentro» porque o país está dependente das exportações.
 
Leia as restantes análises efectuadas pela Agência Financeira sobre o RT de Setembro da SaeR e a situação económica portuguesa.

Agência Financeira
26.Out.2010

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