SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

RT SaeR Junho 2016

Editorial

O que Fica

Os riscos do populismo e do absurdo. À beira de uma nova ordem mundial?

É num campo de possibilidades novo que surge uma caraterística que já tinha aparecido no contexto da década de 1930 e que é um contributo importante para se interpretar os acontecimentos da fase atual da crise estrutural longa, tal como estes se manifestaram no segundo trimestre de 2016: a curvatura do campo político.
O campo político normal é representado por uma linha tensa entre esquerda e direita, com polarizações ideológicas contrastadas entre extremos e polarizações programáticas nas suas zonas centrais. As polarizações contrastadas nos extremos correspondem a modelos de sociedade distintos, o que explica que sejam inconciliáveis entre si e que tenham uma orientação revolucionária (…).

Análise de Conjuntura

O que esperar do Brexit no âmbito nacional e europeu

A saída e possível desintegração do Reino Unido constitui um golpe nos sistemas de Defesa e Segurança ocidental e europeia. O Brexit venceu (também) com o fantasma da imigração e da potencial adesão da Turquia à UE e subsequente “invasão” por imigrantes turcos. Interessante de notar que houve também uma divisão etária. Os mais novos – maioritariamente nativos digitais – votaram pelo “ficar”; os mais velhos – nativos analógicos e com diferentes níveis de literacia digital – votaram pelo “sair”. Eis, porventura, um reflexo do poder de fragmentação societal que as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) contêm.

Tema de Fundo

Reino Unido: Que parceiro para Portugal

O Brexit não é, inevitavelmente, uma boa notícia. Mas, como em tudo, pode ser uma oportunidade. Portugal não tem que assumir um único rumo no âmbito das relações internacionais. A sua intervenção ao nível da geopolítica continental parece estar a esgotar-se, agora que o seu papel pode ser cada vez mais o de um parceiro periférico. Como já referido, uma estratégia mais vincada na relevância marítima terá o condão de dar a Portugal um posicionamento muito mais central no concerto das nações, em especial face ao Reino Unido e EUA. Ou seja, reforçar uma segunda dimensão geopolítica, que mantenha o Reino Unido como parceiro privilegiado.

Geopolítica e Prospetiva

O petróleo perdeu valor. Para quando a criação de um fundo internacional de estabilização dos preços do petróleo?

Em vez de termos preços de petróleo a oscilar constantemente, deveríamos poder dispor de instrumentos internacionais que amortecessem as flutuações dos preços.
Saliente-se que é importante entender que o petróleo tem sido usado colateralmente em muitas transações.
Os baixos preços do petróleo poderão alastrar e provocar uma turbulência financeira. Têm sido lançados alertas para a possibilidade das ligações financeiras poderem transmitir o stress dos mercados petrolíferos ao sistema financeiro.
Na realidade, a revolução do shale nos Estados Unidos foi largamente financiada por dívida que deve ser agora repaga. Aqueles cortes que permitirão a sobrevivência das petrolíferas poderão muito bem vir a ferir outras empresas e outros setores da economia.
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Notícias

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