RT SaeR Dezembro de 2016
Editorial
O que Fica
A distinção dos paradoxos que são o possível e o impossível: a essência da Estratégia e da Política
É nas crises de maior intensidade (…) que se torna mais evidente que a essência da política e da estratégia não é o confronto de vontades nem a distinção entre amigo e inimigo, pois para estes dois casos ainda existe um padrão de ordem que define o campo do confronto e que distingue os interesses. Quando está em causa o próprio padrão de ordem porque há incerteza e turbulência, quando se perdem os referenciais, a essência da política e da estratégia está na distinção entre o possível e o impossível ou, quando esta distinção não tem suficiente nitidez, está na capacidade para fazer do impossível o padrão que indica como voltar ao possível.
Análise de Conjuntura
Continuidade ou disrupção: efeitos de um Mundo Novo para 2017
Na Europa as incertezas são inúmeras, quer as de ordem interna, quer as de ordem externa. O dossier NATO ainda não está esclarecido e um desanuviamento entre Trump e Putin reforçará os ganhos que este último vem tendo – por exemplo, anexação da Crimeia, consolidação de bases e influência no Médio Oriente e interferência desestabilizadora na política americana e europeia (com oportunidades, no curto prazo, que não deverá perder, com as eleições em 2017 em diversos Estados da União Europeia, como a Holanda, França, Alemanha e, porventura, em eleições antecipadas no Reino Unido e Itália).
Tema de Fundo
Economia de partilha: o inevitável mundo novo
A economia de partilha, ou colaborativa, é um conceito com cerca de duas décadas. De forma simplificada, é um modelo de negócio que permite que fornecedores e consumidores partilhem recursos e serviços. Para que este modelo funcione, por norma efetua-se por intermédio de uma plataforma on-line ou através de uma aplicação.
Mas foi apenas com o dealbar da era digital que o debate teórico ganhou relevância prática. O seu crescimento foi veloz. Não por acaso, em 2011 Bryan Walsh, editor sénior da revista Time, garantiu que a economia da partilha seria uma das dez ideias a mudar o mundo. Isto, quando já em 2013 os números indicavam que a economia de partilha valia cerca de 395 mil milhões de euros, com tendência para crescer exponencialmente.
Mas foi apenas com o dealbar da era digital que o debate teórico ganhou relevância prática. O seu crescimento foi veloz. Não por acaso, em 2011 Bryan Walsh, editor sénior da revista Time, garantiu que a economia da partilha seria uma das dez ideias a mudar o mundo. Isto, quando já em 2013 os números indicavam que a economia de partilha valia cerca de 395 mil milhões de euros, com tendência para crescer exponencialmente.
Geopolítica e Prospetiva
Tendências geoestratégicas a 30 anos: Demografia e ambiente
Não será demais salientar que a vida na Terra irá mudar substancialmente nos próximos 30 anos, com evidentes impactos em toda a população – a qual, muito provavelmente, irá atingir cada vez maior longevidade.
As grandes alterações demográficas poderão gerar novas ameaças; se bem que poderão surgir, igualmente, novas e mais variadas oportunidades, sobretudo em muitos países economicamente desenvolvidos, tal como é possível que países ditos em vias de desenvolvimento se retraiam.
Não devemos esquecer o agravamento introduzido pela crescente quantidade de migrantes por todo o globo, a quem cada vez estaremos mais ligados.
As grandes alterações demográficas poderão gerar novas ameaças; se bem que poderão surgir, igualmente, novas e mais variadas oportunidades, sobretudo em muitos países economicamente desenvolvidos, tal como é possível que países ditos em vias de desenvolvimento se retraiam.
Não devemos esquecer o agravamento introduzido pela crescente quantidade de migrantes por todo o globo, a quem cada vez estaremos mais ligados.
Notícias
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