“O Alentejo tem o maior potencial de crescimento”
O Alentejo pode voltar a ser o "moderno celeiro da nação", na opinião do presidente do Núcleo Empresarial da Região de Beja (Nerbe), Luís Serrano, dando razão à posição assumida na segunda-feira, 14, pelo antigo ministro das Finanças Ernâni Lopes.
Tanto os representantes de empresários, como autarcas do Alentejo concordaram com as declarações de Ernâni Lopes, segundo o qual o Sul de Portugal, nomeadamente o Alentejo, "não é um caso sem futuro", mas tem o maior potencial de crescimento do País, que deve ser explorado até 2025.
O Alentejo, que representa um terço da área do território continental, pode ser visto como "a grande ogiva do Sul", na medida em que "é o espaço que apresenta a mais forte concentração de potencial de crescimento do conjunto da economia portuguesa", sublinhou Ernâni Lopes, durante a apresentação do relatório de Junho da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco. O ex-ministro das Finanças defendeu a aposta na agricultura de valor acrescentado, no acesso a serviços de saúde de qualidade competitiva, no turismo, na atracção de uma segunda residência para os mais ricos e numa indústria sofisticada. "O Alentejo tem muito para dar e explorar e para voltar a ser o ‘moderno celeiro da nação’", comentou o presidente do Nerbe, Luís Serrano, em declarações à Lusa. "Invista-se", desafiou Luís Serrano, salientando, além da qualidade de vida, as potencialidades turísticas, agrícolas, como o vinho e o azeite, de Alqueva e do aeroporto de Beja.
A opinião de Ernâni Lopes coincide também com a posição do presidente da Câmara Municipal de Beja, Francisco Santos, defendida, há um mês, na abertura do 14º Congresso Alentejo XXI, quando afirmou que "chegou o tempo" da "completa afirmação" do Alentejo. A região, defendeu na altura o autarca, poderá transformar-se no principal factor de desenvolvimento de Portugal, se definir uma "estratégia adequada" e apostar nas suas potencialidades.
A costa marítima, o grande potencial agrícola, as enormes condições para a produção de energia hidroeléctrica, eólica e solar, o porto de Sines, o futuro aeroporto de Beja, o património histórico e a relação privilegiada com Lisboa, o Algarve e Espanha foram as potencialidades apontadas pelo autarca bejense. Contactado agora pela Lusa, Francisco Santos reafirmou a posição defendida no congresso, frisando: "É tão óbvio, que não percebo por que é que não se aposta decisivamente no Alentejo. É só preciso investir na região".
Alentejo é "terra de grandes oportunidades"
Também o presidente da Câmara Municipal de Évora, José Ernesto Oliveira, considera o Alentejo a "terra das grandes oportunidades" de investimento nas várias áreas da actividade económica, como o turismo e a indústria. "É gratificante ver as nossas opiniões corroboradas por personalidades incontestáveis", afirmou o autarca de Évora, numa reacção às afirmações do ex--ministro das Finanças.
Mais a Norte, o presidente do Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (Nerpor), Jorge Pais, considerou que se está na altura de "fazer perceber aos políticos e às entidades com responsabilidade que a zona de Portalegre tem estado esquecida". Portalegre "tem potencialidades no aspecto turístico e oferecemos tranquilidade, devido à pouca densidade populacional", disse Jorge Pais, evocando os casos da gastronomia e da monumentalidade.
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