SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

SaeR Acordo de estabilidade e crescimento reduz instabilidade

O economista, que falava na apresentação do relatório de março da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR), em Lisboa, afirmou que, a partir do momento em que o Governo se decidiu por uma 'saída limpa' do programa de resgate, para os credores é fundamental que o país demonstre que há "capacidade e vontade" para pagar a dívida portuguesa a tempo e na totalidade.

Poças Esteves referiu ainda que em Portugal a evolução da política e da economia se confrontam com um paradoxo que tem a ver com o facto de os resultados, "parcialmente positivos", alcançados na correção dos desequilíbrios gerados pela crise de endividamento, serem contrariados pela "incapacidade em reconhecer-se o risco da dívida".

"Não se quer reconhecer o erro cometido com a formulação e execução de políticas que provocaram os desequilíbrios orçamentais, de balança corrente e de perda de potencial de crescimento", disse.

Daí que, por "não parecer ser provável" que este paradoxo seja resolvido no seio do sistema político português, o economista realce a necessidade de existirem alianças externas para que haja novos investimentos e novas possibilidades de conquistar competitividade pelas empresas nacionais.

"Temos de nos entender com a Europa por razões de mercado e de financiamento [devido às incertezas]. Além disso, temos de procurar outras parcerias no quadro dos países lusófonos [nomeadamente Angola e o Brasil] e encontrar parceiros de negócio na China", explicitou Poças Esteves, recordando que Portugal deverá também tirar partido da Parceria Transatlântica entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Notícias ao Minuto/Agência Lusa
21.Março.2014

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