SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

Especialista aponta Cluster do Mar como factor de transformação da economia de Cabo Verde

O Cluster do Mar tem condições para ser o motor de transformação de toda a economia de Cabo Verde. Quem o diz é o especialista em Estratégia, Economia e Finanças e presidente executivo da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SAER) de Portugal, José Poças Esteves que pede a intervenção de todos no processo.

José Poças Esteves, que falava na apresentação do plano estratégico do Cluster do Mar, no âmbito das actividades da Semana do Mar, afirmou que se Cabo Verde olhar para o mar de forma holística, e numa lógica de cluster o mar tem condições para servir de motor de transformação e organizador de toda a economia do país.

“É o que achamos que Cabo Verde precisa e os cabo-verdianos também penso que precisam. E está claramente nos objectivos de 2030”, acrescentou.

Poças Esteves defende a necessidade de olhar para o mar como um grande projecto nacional e para tal, entende que é preciso o envolvimento de todos, nomeadamente dos políticos, governantes e actores económicos.

“É a única forma se poder em conjunto e trabalhar em conjunto actividades económicas como por exemplo o turismo e as pescas. Os dois a trabalharem para o mesmo fim e os transportes marítimos também a trabalhar para o mesmo fim e a defesa e a segurança a trabalharem para o mesmo fim e a reparação naval a trabalhar para o mesmo fim. Portanto este Cluster do Mar tem esta grande capacidade, daí a ideia de que devia constituir o grande desígnio nacional”, explicou o especialista.

O especialista em Estratégia, Economia e Finanças e presidente executivo da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco de Portugal adianta que o plano estratégico do Cluster do Mar ainda não é assumido por todos os cabo-verdianos como o grande activo nacional, mas que “isto é um facto e tem que passar a ser”.

“Para isso é preciso criar um sistema e um corpo/estrutura de governação e de gestão muito forte para criar estas reflexões para trazer os diferentes actores que são necessários para implementar este tipo de decisões nacionais e internacionais, políticos e privados. Portanto, trazer investidores é fundamental, mas antes de os trazer tem que haver uma reflexão”, recomenda.

José Poças Esteves defende ainda que o Estado precisa criar condições que permitam ao sector privado ser o grande dinamizador das actividades económicas futuras.

APLOP
11.Novembro.2015