Economia portuguesa pode escapar a um destino de "definhamento"
O sócio-gerente da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR), Ernâni Lopes, considerou quarta-feira que a economia portuguesa ainda tem hipóteses de sair com sucesso da situação problemática em que se encontra.
Durante um encontro com jornalistas na noite de quarta-feira, Ernâni Lopes afirmou que, "apesar de tudo (...) não está escrito em parte alguma que Portugal tenha necessariamente de progredir no cenário de definhamento".
"Se nos esforçarmos, como devemos, o cenário de afirmação é exequível e está ao nosso alcance, no primeiro quartel do século XXI", contrapôs.
O actual presidente da Portugal Telecom e ex-ministro das Finanças fez estas declarações ao apresentar o 17.º Encontro anual da SaeR, previsto para dia 24 e subordinado ao tema "A globalização competitiva e a resposta das empresas portuguesas".
Em substância, na sua opinião, as possibilidades de evolução da economia são as de um definhamento, que corresponde a uma tendência pesada, ou as de uma afirmação, que implica acção voluntarista e esforços de reacção e correcção.
O esforço condição da mudança positiva passa por, pormenorizou, "ver mais aberto, mais longe e mais profundo".
Aos agentes económicos, sociais e culturais é exigida coragem para "reinventar" a economia portuguesa e o próprio País, disse.
Esta "reinvenção" tem um terreno privilegiado no turismo, no ambiente, nas cidades e nos serviços de valor acrescentado, adiantou.
Ernâni Lopes sugere ainda alterações de hábitos que conduzam a trocar, designadamente, facilitismo por exigência, vulgaridade por excelência, golpada por sociedade, videirismo por honra, ignorância por conhecimento ou aldrabice por honestidade.
Dando por evidente a dificuldade da situação, entende que a correcção é difícil, mas indispensável, e deu algumas pistas de reflexão como um "sobressalto", individual e colectivo, quanto a sentimento de responsabilidades, sentido de Estado e dever de cidadania.
Este sobressalto deve conduzir à mobilização da vontade dos actores económicos, sociais e culturais e a respostas por parte das empresas, referiu.
O economista dá ainda por certo o ganhar de importância da economia social no futuro próximo, que corresponderá à gestão social da relação entre competitividade e solidariedade.
Durante o encontro da SaeR, e além das intervenções de Ernâni Lopes, estão previstas outras comunicações, como as Henrique Medina Carreira, sobre a sustentabilidade da Segurança Social, de Neto da Silva, sobre a situação das empresas industriais perante as novas condições de concorrência, e de Miguel Ataíde Marques, sobre os mercados globais de valores mobiliários e o investimento em Portugal.
Durante um encontro com jornalistas na noite de quarta-feira, Ernâni Lopes afirmou que, "apesar de tudo (...) não está escrito em parte alguma que Portugal tenha necessariamente de progredir no cenário de definhamento".
"Se nos esforçarmos, como devemos, o cenário de afirmação é exequível e está ao nosso alcance, no primeiro quartel do século XXI", contrapôs.
O actual presidente da Portugal Telecom e ex-ministro das Finanças fez estas declarações ao apresentar o 17.º Encontro anual da SaeR, previsto para dia 24 e subordinado ao tema "A globalização competitiva e a resposta das empresas portuguesas".
Em substância, na sua opinião, as possibilidades de evolução da economia são as de um definhamento, que corresponde a uma tendência pesada, ou as de uma afirmação, que implica acção voluntarista e esforços de reacção e correcção.
O esforço condição da mudança positiva passa por, pormenorizou, "ver mais aberto, mais longe e mais profundo".
Aos agentes económicos, sociais e culturais é exigida coragem para "reinventar" a economia portuguesa e o próprio País, disse.
Esta "reinvenção" tem um terreno privilegiado no turismo, no ambiente, nas cidades e nos serviços de valor acrescentado, adiantou.
Ernâni Lopes sugere ainda alterações de hábitos que conduzam a trocar, designadamente, facilitismo por exigência, vulgaridade por excelência, golpada por sociedade, videirismo por honra, ignorância por conhecimento ou aldrabice por honestidade.
Dando por evidente a dificuldade da situação, entende que a correcção é difícil, mas indispensável, e deu algumas pistas de reflexão como um "sobressalto", individual e colectivo, quanto a sentimento de responsabilidades, sentido de Estado e dever de cidadania.
Este sobressalto deve conduzir à mobilização da vontade dos actores económicos, sociais e culturais e a respostas por parte das empresas, referiu.
O economista dá ainda por certo o ganhar de importância da economia social no futuro próximo, que corresponderá à gestão social da relação entre competitividade e solidariedade.
Durante o encontro da SaeR, e além das intervenções de Ernâni Lopes, estão previstas outras comunicações, como as Henrique Medina Carreira, sobre a sustentabilidade da Segurança Social, de Neto da Silva, sobre a situação das empresas industriais perante as novas condições de concorrência, e de Miguel Ataíde Marques, sobre os mercados globais de valores mobiliários e o investimento em Portugal.
DE com Lusa
16-02-2006
16-02-2006
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