SaeR: OE2013 terá de ser revisto no verão
José Poças Esteves, presidente da SaeR, considera o Orçamento do Estado para 2013 (OE2013) um orçamento de rutura, que está nos limites, e que terá que ser revisto no verão do próximo ano.
O economista apresentou esta quarta-feira aos jornalistas o boletim trimestral da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR). «Este orçamento está nos limites no lado da despesa e no lado da receita. No lado da receita, ninguém tem dúvidas de que os parâmetros e pressupostos macroeconómicos são muito difíceis de ser concretizados e de que o nível de receita está numa lógica não de crescimento, mas de diminuição. Estamos no limite da rutura por esse lado», afirmou, citado pela Lusa.
Porém, pelo lado da despesa, também «estamos no limite da rutura». «Não é possível continuar a impor os níveis de austeridade sem se mudar significativamente o Estado, sem se fazer uma renovação estrutural do Estado, e sem se começar a encarar, de uma forma também definitiva, as medidas para o crescimento económico», acrescentou.
De acordo com o economista, «não é possível manter em 2014 um orçamento igual ao de 2013», por isso duvida que o OE2013, que será aprovado na sua versão final a 27 de novembro, não venha a ser retificado até ao final do próximo ano.
«Duvido que o OE2013 não tenha que ser modificado após esta discussão a que se está agora a chamar refundação do Estado, o termo que o primeiro-ministro utilizou. Devido a este processo que se está a iniciar, [duvido que] não tenha eventualmente que ser revisto lá para o verão do próximo ano», disse.
Mas o responsável vai ainda mais longe: «Acho muito difícil que nós consigamos nos próximos anos continuar com os atuais acordos que temos».
«Seja chamando-lhe renegociação da dívida, seja fazendo uma operação financeira de recompra da dívida barata e constituição de dívida mais cara, seja fazer uma engenharia financeira qualquer, eu vejo com grandes dificuldade que consigamos não ter fazer um reajuste aos contratos atuais que temos da dívida nos próximos anos», afirmou o presidente da SaeR.
As contas da SaeR são claras. Portugal tem uma dívida pública correspondente a 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Significa que tem que pagar cerca de 200 mil milhões de euros, a taxas na ordem dos 5% ¿ condições ainda assim «favoráveis», na opinião de Poças Esteves, negociadas com a troika.
«Se temos um PIB inferior aos 200 mil milhões, se temos uma dívida na ordem desses 200 mil milhões e se temos custos financeiros que, na melhor das hipóteses andarão nessa casa dos 5% ao ano, então a conclusão mais do que óbvia é que a economia portuguesa, só para pagar os juros, terá que crescer ao ritmo de 5% ao ano. E agora, isto é possível?», pergunta José Poças Esteves.
«Obviamente que parece uma impossibilidade agora. Mas a longo prazo teremos que crescer a estas taxas. Porque, senão, só há uma alternativa: Se não conseguirmos criar um plano de crescer a taxas relativamente elevadas, a única alternativa é quando é que vamos pedir o perdão da dívida aos nossos credores. Não há alternativa. Portanto, não conseguimos pagar», afirmou.
O economista apresentou esta quarta-feira aos jornalistas o boletim trimestral da Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR). «Este orçamento está nos limites no lado da despesa e no lado da receita. No lado da receita, ninguém tem dúvidas de que os parâmetros e pressupostos macroeconómicos são muito difíceis de ser concretizados e de que o nível de receita está numa lógica não de crescimento, mas de diminuição. Estamos no limite da rutura por esse lado», afirmou, citado pela Lusa.
Porém, pelo lado da despesa, também «estamos no limite da rutura». «Não é possível continuar a impor os níveis de austeridade sem se mudar significativamente o Estado, sem se fazer uma renovação estrutural do Estado, e sem se começar a encarar, de uma forma também definitiva, as medidas para o crescimento económico», acrescentou.
De acordo com o economista, «não é possível manter em 2014 um orçamento igual ao de 2013», por isso duvida que o OE2013, que será aprovado na sua versão final a 27 de novembro, não venha a ser retificado até ao final do próximo ano.
«Duvido que o OE2013 não tenha que ser modificado após esta discussão a que se está agora a chamar refundação do Estado, o termo que o primeiro-ministro utilizou. Devido a este processo que se está a iniciar, [duvido que] não tenha eventualmente que ser revisto lá para o verão do próximo ano», disse.
Mas o responsável vai ainda mais longe: «Acho muito difícil que nós consigamos nos próximos anos continuar com os atuais acordos que temos».
«Seja chamando-lhe renegociação da dívida, seja fazendo uma operação financeira de recompra da dívida barata e constituição de dívida mais cara, seja fazer uma engenharia financeira qualquer, eu vejo com grandes dificuldade que consigamos não ter fazer um reajuste aos contratos atuais que temos da dívida nos próximos anos», afirmou o presidente da SaeR.
As contas da SaeR são claras. Portugal tem uma dívida pública correspondente a 120% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Significa que tem que pagar cerca de 200 mil milhões de euros, a taxas na ordem dos 5% ¿ condições ainda assim «favoráveis», na opinião de Poças Esteves, negociadas com a troika.
«Se temos um PIB inferior aos 200 mil milhões, se temos uma dívida na ordem desses 200 mil milhões e se temos custos financeiros que, na melhor das hipóteses andarão nessa casa dos 5% ao ano, então a conclusão mais do que óbvia é que a economia portuguesa, só para pagar os juros, terá que crescer ao ritmo de 5% ao ano. E agora, isto é possível?», pergunta José Poças Esteves.
«Obviamente que parece uma impossibilidade agora. Mas a longo prazo teremos que crescer a estas taxas. Porque, senão, só há uma alternativa: Se não conseguirmos criar um plano de crescer a taxas relativamente elevadas, a única alternativa é quando é que vamos pedir o perdão da dívida aos nossos credores. Não há alternativa. Portanto, não conseguimos pagar», afirmou.
Agência Financeira
31.Out.2012
Notícias
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