Tribunal Constitucional não é um risco para o Orçamento do Estado
"Toda a gente vê o problema do Orçamento do Estado (OE) como um problema da recusa do Tribunal Constitucional (TC), mas eu não vejo problema nenhum nisso. Se o TC não aprovar as medidas que o Governo tem, o Governo vai buscar outras", sublinhou o presidente da consultora SaeR (Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco).
Poças Esteves mostrou-se convicto de que "há um plano B" e assinalou que "o grande problema do OE" é partir de um pressuposto macroeconómico "muito difícil de atingir", ou seja, a previsão de crescimento económico de 0,8% para 2014.
O economista deixou no ar várias dúvidas: "Como é que vamos ter este crescimento quando temos uma redução significativa da procura interna? Só pelo lado das exportações? Será que a procura externa está a puxar de tal maneira que permita esse nível de crescimento?", questionou, lembrando "a volatilidade enorme" nos Estados Unidos, que "a Europa não mostra sinais significativos de poder acelerar" e as incertezas dos países emergentes.
"Os grandes riscos são estes e para estes não existe plano B", vincou o responsável da SaeR.
Poças Esteves mostrou-se convicto de que "há um plano B" e assinalou que "o grande problema do OE" é partir de um pressuposto macroeconómico "muito difícil de atingir", ou seja, a previsão de crescimento económico de 0,8% para 2014.
O economista deixou no ar várias dúvidas: "Como é que vamos ter este crescimento quando temos uma redução significativa da procura interna? Só pelo lado das exportações? Será que a procura externa está a puxar de tal maneira que permita esse nível de crescimento?", questionou, lembrando "a volatilidade enorme" nos Estados Unidos, que "a Europa não mostra sinais significativos de poder acelerar" e as incertezas dos países emergentes.
"Os grandes riscos são estes e para estes não existe plano B", vincou o responsável da SaeR.
Poças Esteves afirmou também que "as coisas correram mal" em termos das reformas estruturais e da criação de bases para o crescimento, subsistindo o problema da sustentabilidade da dívida soberana.
"O crescimento da economia em termos nominais tem de ser sempre superior às taxas de juro que vão ser pagas", salientou, considerando que o caminho passa pela mutualização da dívida e que Portugal e os países periféricos vão beneficiar de Angela Merkel ter saído com poderes reforçados das eleições alemãs.
O presidente da SaeR afirmou ainda que Portugal tem a possibilidade de avançar para um programa cautelar no próximo ano e que a aposta que está a ser feita pela liderança portuguesa e europeia é nesse sentido: "criar condições de estabilidade para que os mercados acreditem no processo e que as taxas de juro não disparam de forma exorbitante".
"O crescimento da economia em termos nominais tem de ser sempre superior às taxas de juro que vão ser pagas", salientou, considerando que o caminho passa pela mutualização da dívida e que Portugal e os países periféricos vão beneficiar de Angela Merkel ter saído com poderes reforçados das eleições alemãs.
O presidente da SaeR afirmou ainda que Portugal tem a possibilidade de avançar para um programa cautelar no próximo ano e que a aposta que está a ser feita pela liderança portuguesa e europeia é nesse sentido: "criar condições de estabilidade para que os mercados acreditem no processo e que as taxas de juro não disparam de forma exorbitante".
Sábado/Agência Lusa
24.Out.2013
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