AICEP "está desejosa" que estudo sobre "Hipercluster do Mar" gere propostas de investimento
O presidente da AICEP, Basílio Horta, afirmou hoje que a Agência "está aberta e desejosa" que o estudo sobre o Hipercluster do Mar gere projectos e propostas de investimento que permitam desenvolver a economia portuguesa.
"Estamos abertos e desejosos e esperamos que [o estudo do Hipercluster do Mar] gere propostas de investimento e projectos" que permitirão fomentar o desenvolvimento da economia portuguesa, disse à agência Lusa Basílio Horta.
O responsável da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) falava à margem do Conferência do Financial Times "O crescimento financeiro em Portugal", realizada em Lisboa.
"É um estudo muito importante sobre uma riqueza importantíssima e toda a gente sabe isso. Agora venham os projectos, disse Basílio Horta adiantando que "neste momento há no Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) incentivos fiscais e financeiros".
De acordo com Basílio Horta, a AICEP pode ajudar e acompanhar os projectos que surgirem.
Questionado pela Lusa sobre se a AICEP se identifica com as linhas de estratégia proposta no estudo Basílio horta garantiu que "sim", destacando áreas desde as energias renováveis, passando pela exploração petrolífera e de gás até à aquacultura e o turismo.
A concretização da estratégia, planos e acções propostos no estudo Hypercluster da Economia do Mar, que foi coordenado pelo ex-ministro das Finanças Ernâni Lopes, vai permitir que o valor directo das actividades económicas ligadas ao mar "aumente o seu peso directo na economia portuguesa de dois por cento do PIB para quatro a cinco por cento no final dos 25 anos do século".
O trabalho indica ainda que as actividades económicas ligadas ao mar têm um potencial para representar entre quatro a cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) português no final de 2025.
O estudo foi encomendado pela Associação Comercial de Lisboa - Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa (ACL/CCIP), que já apresentou os resultados ao Presidente da República, Cavaco Silva, tendo sido elaborado pela SaeR - Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco.
As actividades económicas ligadas ao mar empregam actualmente cerca de 75 mil pessoas e, tendo em conta os efeitos directos e indirectos, representam em valor entre cinco a seis por cento da riqueza portuguesa, salienta o estudo.
JS
Lusa
28.Mai.2009
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