Subida das taxas de juro sem prejuízo para a economia portuguesa
A SaeR-Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco acrescenta, no relatório de Dezembro, que o crescimento económico em Portugal continuará a um ritmo inferior à média europeia, com o principal suporte a ser fornecido pelas exportações."Portugal terá um crescimento relativamente anémico. Haverá alguma animação do lado da procura externa, e anemia do lado do consumo interno", afirmou José Poças Esteves, sócio-gerente da empresa de consultoria e avaliação de risco, na apresentação do relatório.
"A subida dos juros a nível global não me parece que seja um grande problema para Portugal. Será obviamente para as empresas que estejam muito viradas para dentro, que irão definhar com uma diminuição do consumo", acrescentou.
A SaeR estima que o Banco Central Europeu (BCE) suba as taxas de juro até aos quatro pct dos actuais 3,5% antes do final do primeiro semestre de 2007, acrescentando que tal não deverá ter impacto significativo na actividade económica a nível europeu.
"(Para Portugal) a normalização das taxas de juro será entendida positivamente, na medida em que decorre da melhoria da envolvente externa, fazendo com que as empresas portuguesas enfrentem um mercado externo mais favorável", lê-se no documento.
A empresa acrescenta que um dos pontos que Portugal precisa de resolver é o desenvolvimento da actividade turística em linha com o ordenamento do território.
"O Turismo e o Ambiente são dois sectores importantes para Portugal e são dois sectores que actualmente surgem como adversários, em vez de surgirem como amigos e parceiros", afirmou José Poças Esteves.
A SaeR adianta ainda que Portugal deve aproveitar a presidência da União Europeia para impulsionar a entrada de empresas portuguesas nos novos países-membros da UE e para reforçar as ligações com África.
"Há o caso de Angola, que será provavelmente uma potência regional, e Portugal deve aproveitar a vantagem competitiva que ainda tem devido às relações históricas entre os dois países", disse José Poças Esteves.
"Nos novos mercados da UE, Portugal deve procurar entrar através de parcerias em que tenha o controlo e em sectores de valor acrescentado, não deve procurar apenas ir produzir com mão-de-obra mais barata", acrescentou.
Rita Paz
Diário Económico com Reuters
2007-01-08
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