Crise financeira reflecte uma deslocação de poder para o Oriente
No relatório SaeR, Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco, de Setembro, Ernâni Lopes precisa que "agora são as sociedades orientais que retomam os ensinamentos da modernização ocidental", ou seja, as funções do Estado de orientação e regulação só são eficazes se o peso do Estado, ao nível da fiscalidade e da ineficiência, não bloquear a economia e a sociedade.Segundo a SaeR, "a crise financeira internacional incide sobre as vulnerabilidades passadas da economia nacional, acentuando determinadas vulnerabilidades do nosso próprio sistema financeiro". O SaeR apresenta o caso do Banco Comercial Português (BCP) como uma das fraquezas da Banca nacional, apontando as dificuldades na organização dos seus capitais próprios, e o facto de a desvalorização dos activos em Bolsa acentuar as dificuldades nos capitais próprios em todas as instituições financeiras. Para além disso, o documento sobre a situação económica e dos negócios aponta a dívida do sector da Banca ao estrangeiro, que atinge os 50% do PIB, e o facto de a taxa de juro no mercado interbancário atingir, com 4,134% em Agosto, o valor mais alto desde 2001.
Ernâni Lopes considera que não é de afastar a hipótese de a crise financeira evoluir do colapso do mercado das hipotecas de alto risco (‘subprime’) para um crédito.
Quanto à evolução da economia portuguesa, o documento afirma que esta "será condicionada pelo contexto ocidental e europeu", designadamente da zona euro. Assim sendo "não será de esperar uma melhoria da evolução económica portuguesa em 2008, porventura mesmo em 2009, face a 2007."
Eudora Ribeiro
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