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Regionalização: Rio lança debate «longe tácticas políticas»

No ciclo promovido pela Câmara do Porto, ao ritmo de uma conferência por mês até Abril de 2009, participarão nomes como Freitas do Amaral, Ernâni Lopes, João Cravinho, Jorge Miranda, Vital Moreira, Lobo Xavier, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, entre outros.

Arlindo Cunha, Valente de Oliveira, e Mário Rui Silva, pelo «sim» às regiões, e Artur Santos Silva, Daniel Proença de Carvalho e Rui Vilar, pelo «não», marcarão também presença, assim como António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, Rui Vilar, Manuel Porto, Alberto de Castro, Paulo Rangel, José Costa e António Figueiredo.

O moderador será Rui Rio, que se afirma disponível para «ser convencido» sobre os benefícios ou malefícios da regionalização. «Há dez anos fui contra a regionalização. Hoje estou aberto a ser convencido de que ela é numa excelente solução para Portugal», disse, frisando, porém, esperar que do debate saiam contributos e nunca «nem um “sim” nem um “não” rotundos motivados apenas por questões emocionais». «Não faria sentido, por exemplo, dizer que, como o debate é feito no Norte, logo tem de resultar num apoio à regionalização», frisou.

Rio recordou que há um consenso para que o tema, alvo de um referendo há dez anos, seja retomado apenas na próxima legislatura e que até 2009 não haverá eleições em Portugal, pelo que «faz todo o sentido que o debate tenha lugar agora e termine bastante antes das eleições, para não ser condicionado por lógicas de táctica política». «O objectivo é promover o debate sobre a regionalização, não a regionalização», frisou, lembrando que «há várias soluções possíveis para a questão: regionalizar, fazer referendo, criar uma região-piloto... mas isso já é a parte política da questão».

Sublinhando que estava a falar na sala de imprensa da Câmara do Porto, Rui Rio escusou-se a responder às perguntas dos jornalistas sobre as questões internas do PSD dois dias depois de Manuela Ferreira Leite, clara opositora da regionalização, ter sido eleita líder do partido.

Sábado, logo após a eleição de Ferreira Leite e desconhecendo o convite de Rui Rio para a apresentação do ciclo de debates, chegado poucos minutos antes às redacções, o líder da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, adiantou que a estrutura a que preside irá avançar com a defesa da regionalização. Recordando que esse é um «compromisso eleitoral» da distrital, o dirigente afirmou que a líder do partido "tem direito à sua opinião" mas que a distrital «não vai deixar cair a regionalização».

Ainda candidata, na quinta-feira num debate na Maia, Manuela Ferreira Leite recordou ter feito campanha contra a regionalização e disse manter essa posição, por não estar convencida de que a criação das regiões não viria agravar as assimetrias regionais. «Manuela Ferreira Leite tem direito à sua opinião. A distrital também tem o direito de defender o que considera serem os interesses das populações», disse. «A minha legitimidade é igual à da líder, porque também fui eleito e tive mesmo uma votação com uma margem muito mais expressiva», afirmou Marco António Costa.

02-06-2008
Diário Digital / Lusa
 

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