O desprezado ouro verde
Portugal e o Algarve têm um enorme potencial para aumentar as suas receitas com a riqueza do mar, disse o nosso Presidente da República, com toda a razão. Há anos escrevo isto e dou exemplos de Chile e vizinha Espanha.
Pescamos pouco, pois regulamentos obsoletos das capitanias impedem os pescadores de sair quando precisam.
Se a ASAE fizer cumprir a lei, todos os bares e restaurantes terão que entregar o óleo de fritura diariamente a empresas para reciclar e não poluir as nossas águas. Este é o não-poluente biodiesel que custará aos pescadores 0,2 em vez de 1 euro o litro e melhorará a sua competitividade.
Se o nosso excelente Aeroporto de Faro se organizar para carga fria, poderemos exportar os nossos óptimos mariscos que, em França, Inglaterra e Suíça, valem o triplo daqui.
Se a especulação imobiliária roubar menos tempo aos nossos dirigentes, teremos três empresas certificadas para fumar o pescado filetado que, no Norte da Europa, vale o dobro daqui.
A Galiza, que tem águas similares à nossa Costa Oeste, exporta algas, um óptimo nutriente biológico, com fibras e elementos vitais como iodo, fósforo, magnésio.
Têm ainda oligo-elementos que ajudam o metabolismo e a circulação. Japoneses e Chineses há séculos consomem algas, o que lhes dá vida mais longa e mais saudável. É preciso fortalecer a competência da Universidade do Algarve em partilhar com empresários o conhecimento do ouro verde.
Os dados que nos chegam da União Europeia (UE) são estarrecedores. Comemos mal, usamos mais remédios que outros, mexemo-nos pouco e, devido à baixa exportação e alta importação e alto consumo, o desequilíbrio financeiro privado aumenta.
O Prof. Ernâni Lopes há décadas insiste em se estudar um cluster do Mar. Temos possibilidade de gerar energia por ondas.
Quando, há anos, a UE ofereceu apoio a uma empresa escocesa para instalar um protótipo de produção, em qualquer local da Europa, escolheram a costa de Viana do Castelo.
O resultado foi acima do esperado. As médias empresas do sector esperam burocracias para aprovar a instalação de milhares de geradores, que qualquer boa oficina do Algarve e Alentejo poderia fazer.
Na Suécia, há décadas o medidor de energia possibilita medir o consumido e o gerado, entregue à REN de lá.
Centenas de milhares de prédios instalaram painéis solares nas cidades e eólicos no campo, para compensar à REN o que consomem quando não há sol ou vento. Ganham as famílias, ganha o país, só perdem os sheiks do crude.
Mas ao nosso lóbi da energia e da complexa turbina suíço-alemã não interessa que a inovação venha de pequenas empresas portuguesas, com tecnologia simples e funcional, como existe de Israel à Suécia, da Escócia ao Minho.
E continuamos dependentes do crude dos magnatas árabes, dos alimentos dos magnatas texanos, dos remédios dos magnatas suíços.
E como diz o baixinho auto-promovido Marquês do Pinhal, «a economia vai muito bem, o investimento (especulativo) aumenta, o país é o melhor da Europa». Para quem?
A fila no hospital aumenta, a Cruz Vermelha substitui o SNS, o Algarve manda os seus doentes para cirurgia em Cuba.
Que tal o Marquês ir melhorar o ‘inferno’ de Fidel?
Jack Soifer
Barlavento on-line
6 de Dezembro de 2007
Se a ASAE fizer cumprir a lei, todos os bares e restaurantes terão que entregar o óleo de fritura diariamente a empresas para reciclar e não poluir as nossas águas. Este é o não-poluente biodiesel que custará aos pescadores 0,2 em vez de 1 euro o litro e melhorará a sua competitividade.
Se o nosso excelente Aeroporto de Faro se organizar para carga fria, poderemos exportar os nossos óptimos mariscos que, em França, Inglaterra e Suíça, valem o triplo daqui.
Se a especulação imobiliária roubar menos tempo aos nossos dirigentes, teremos três empresas certificadas para fumar o pescado filetado que, no Norte da Europa, vale o dobro daqui.
A Galiza, que tem águas similares à nossa Costa Oeste, exporta algas, um óptimo nutriente biológico, com fibras e elementos vitais como iodo, fósforo, magnésio.
Têm ainda oligo-elementos que ajudam o metabolismo e a circulação. Japoneses e Chineses há séculos consomem algas, o que lhes dá vida mais longa e mais saudável. É preciso fortalecer a competência da Universidade do Algarve em partilhar com empresários o conhecimento do ouro verde.
Os dados que nos chegam da União Europeia (UE) são estarrecedores. Comemos mal, usamos mais remédios que outros, mexemo-nos pouco e, devido à baixa exportação e alta importação e alto consumo, o desequilíbrio financeiro privado aumenta.
O Prof. Ernâni Lopes há décadas insiste em se estudar um cluster do Mar. Temos possibilidade de gerar energia por ondas.
Quando, há anos, a UE ofereceu apoio a uma empresa escocesa para instalar um protótipo de produção, em qualquer local da Europa, escolheram a costa de Viana do Castelo.
O resultado foi acima do esperado. As médias empresas do sector esperam burocracias para aprovar a instalação de milhares de geradores, que qualquer boa oficina do Algarve e Alentejo poderia fazer.
Na Suécia, há décadas o medidor de energia possibilita medir o consumido e o gerado, entregue à REN de lá.
Centenas de milhares de prédios instalaram painéis solares nas cidades e eólicos no campo, para compensar à REN o que consomem quando não há sol ou vento. Ganham as famílias, ganha o país, só perdem os sheiks do crude.
Mas ao nosso lóbi da energia e da complexa turbina suíço-alemã não interessa que a inovação venha de pequenas empresas portuguesas, com tecnologia simples e funcional, como existe de Israel à Suécia, da Escócia ao Minho.
E continuamos dependentes do crude dos magnatas árabes, dos alimentos dos magnatas texanos, dos remédios dos magnatas suíços.
E como diz o baixinho auto-promovido Marquês do Pinhal, «a economia vai muito bem, o investimento (especulativo) aumenta, o país é o melhor da Europa». Para quem?
A fila no hospital aumenta, a Cruz Vermelha substitui o SNS, o Algarve manda os seus doentes para cirurgia em Cuba.
Que tal o Marquês ir melhorar o ‘inferno’ de Fidel?
Jack Soifer
Barlavento on-line
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