SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

Economia portuguesa continua anémica

Consultora SaeR diz que a fraqueza da procura interna não permite acompanhar parceiros da Zona Euro
 
Embora a economia portuguesa esteja a reanimar e a crescer, o ritmo continua a ser insuficiente para haver a criação líquida de postos de trabalho. A SaeR, consultora dirigida por Ernâni Lopes, diz mesmo que Portugal continua anémico.

A economia portuguesa continua “anémica”, incapaz de se aproximar dos seus parceiros comunitários e de criar postos de trabalho, de acordo com a consultora dirigida por Ernâni Lopes, SaeR.
Na apresentação do relatório trimestral de Março da SaeR- Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco, o consultor José Poças Esteves disse aos jornalistas que, embora a economia portuguesa esteja a “reanimar e a crescer”, o ritmo continua a ser insuficiente para haver a criação “líquida” de postos de trabalho.
Apesar da dinâmica externa, a fraqueza da procura interna (consumo e investimento) impede Portugal de se aproximar dos seus parceiros da Zona Euro, considerou o mesmo especialista, numa altura em que os esforços para reduzir o défice público, a tendência de alta das taxas de juro e o elevado desemprego e endividamento dos portugueses estão a limitar os factores internos de crescimento da economia portuguesa.
No mesmo relatório trimestral, a SaeR deixa ainda um aviso: o abrandamento mais forte do que o esperado ou até uma eventual recessão nos EUA podem impor um abrandamento económico ao resto do mundo, num período em que “há razões adicionais para uma atenção acrescida dos riscos”.
Com a crise no sector imobiliário norte-americano paira uma “nuvem cinzenta” sobre os EUA, a qual pode criar “forte instabilidade bolsista e resultar numa recessão, acrescentou Poças Esteves.
As questões geopolíticas, sobretudo à volta do Irão, podem agravar mais ainda essa instabilidade e vir a reflectir-se posteriormente em Portugal.
A SaeR continua a considerar que as reformas estão a avançar em Portugal a um ritmo lento, facto que vai dificultar um desempenho consolidado da economia portuguesa.
Poças Esteves defendeu ainda que são necessários despedimentos na administração pública portuguesa, recusando-se a avançar um número de trabalhadores que deveriam deixar de trabalhar para o Estado. Lembrou ainda que o importante é que a administração pública deixa de ser um entrave à eficiência das empresas e que passe a ser uma alavanca.

Primeiro de Janeiro
16-04-2007

 

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