Mais austeridade pode tornar tudo «extremamente difícil»
«Acho que não há muito mais margem para austeridade». As palavras são do presidente da Saer, José Poças Esteves, para quem um reforço de medidas pode tornar «extremamente difícil» a recuperação e o crescimento.
«Essa austeridade está-nos a ser imposta e acho bem porque houve alguns exageros, sou apologista de medidas de redução da despesa pública, agora, para termos uma solução estrutural, mais austeridade só por austeridade não resolve o problema, pelo contrário». «No curto prazo, agrava o problema e pode criar entropias de tal maneira na economia que torne extremamente difícil a recuperação e o crescimento», disse, segundo a Lusa.
Poças Esteves entende que o Executivo deve aproveitar a próxima presença da troika em Portugal, em agosto, para «incluir no memorando um quarto pilar, que é o pilar do crescimento».
No entender do presidente da Saer, que esta manhã apresentou em Lisboa o relatório de junho, voltado precisamente para a questão do crescimento, não só em Portugal, mas em toda a Europa, quer «a economia europeia, quer a economia portuguesa, têm de crescer a taxas de 5,0% ao ano o mais rapidamente possível».
«Só na lógica da austeridade vamos prejudicar o crescimento».
Poças Esteves destacou que o problema do crescimento não é apenas nacional, mas também europeu, advogando assim a mutualização da dívida na Europa, seja através da criação de obrigações europeias ou outros mecanismos que potenciem a saída da crise.
«É preciso ultrapassar um ponto que ainda não está suficientemente assumido e encarado na Europa que é o grande problema da dívida. Enquanto não houver mutualização da dívida na Europa, seja mais parcial ou mais total, enquanto isso não acontecer, a Europa não tem o ponto fundamental da sua evolução resolvido».
Poças Esteves reconheceu ainda a necessidade de medidas de redução de despesa, mas considera que é a altura de o Executivo mudar de estratégia.
«Essa austeridade está-nos a ser imposta e acho bem porque houve alguns exageros, sou apologista de medidas de redução da despesa pública, agora, para termos uma solução estrutural, mais austeridade só por austeridade não resolve o problema, pelo contrário». «No curto prazo, agrava o problema e pode criar entropias de tal maneira na economia que torne extremamente difícil a recuperação e o crescimento», disse, segundo a Lusa.
Poças Esteves entende que o Executivo deve aproveitar a próxima presença da troika em Portugal, em agosto, para «incluir no memorando um quarto pilar, que é o pilar do crescimento».
No entender do presidente da Saer, que esta manhã apresentou em Lisboa o relatório de junho, voltado precisamente para a questão do crescimento, não só em Portugal, mas em toda a Europa, quer «a economia europeia, quer a economia portuguesa, têm de crescer a taxas de 5,0% ao ano o mais rapidamente possível».
«Só na lógica da austeridade vamos prejudicar o crescimento».
Poças Esteves destacou que o problema do crescimento não é apenas nacional, mas também europeu, advogando assim a mutualização da dívida na Europa, seja através da criação de obrigações europeias ou outros mecanismos que potenciem a saída da crise.
«É preciso ultrapassar um ponto que ainda não está suficientemente assumido e encarado na Europa que é o grande problema da dívida. Enquanto não houver mutualização da dívida na Europa, seja mais parcial ou mais total, enquanto isso não acontecer, a Europa não tem o ponto fundamental da sua evolução resolvido».
Poças Esteves reconheceu ainda a necessidade de medidas de redução de despesa, mas considera que é a altura de o Executivo mudar de estratégia.
Agência Financeira
12.Jul.2012
Notícias
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