SaeR - Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco

AEP debate segunda feira em Matosinhos potencialidades da 'economia do mar'

O secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, Marcos Perestrello, o antigo ministro das Finanças Ernâni Lopes, o economista Nogueira Leite e vários empresários debatem na segunda feira, em Matosinhos, as potencialidades da “Economia do Mar”.

Promovido pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), o seminário será moderado pelo antigo vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Rui Azevedo, e nele será apresentado o estudo “Hipercluster do Mar”, por José Poças Esteves, membro da equipa da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR), de Ernâni Lopes.

A António Nogueira Leite caberá, segundo a organização, “identificar os participantes com a missão e os objetivos do recentemente criado Cluster do Mar - Associação Oceano XX1”.

A testemunhar as “enormes potencialidades da economia do mar” do ponto de vista dos negócios estarão os empresários Nuno Santos, da Martifer, Dora Silva, da empresa Obe & Cármen, Nuno André Santos, da M.A.R. Kayaks, Mário Ferreira, da Douro Azul, e Faria Luciano, dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

“Numa perspetiva mais sectorial serão abordados igualmente os portos de mar por Braga da Cruz, da Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL)”, adiantou fonte da AEP.
 
Segundo as conclusões do estudo "Hipercluster da Economia do Mar", apresentado no ano passado e coordenado por Ernâni Lopes, os dois por cento que hoje o mar pesa diretamente no Produto Interno Bruto (PIB) poderão passar, a breve prazo, a quatro ou cinco por cento com uma correta utilização do potencial das actividades ligadas à área marítima.
 
Já o seu peso indireto, atualmente estimado em cinco ou seis por cento, poderá chegar aos 12 por cento em 2025 se forem aproveitadas as potencialidades de áreas como a actividade portuária, transporte marítimo, pescas, lazer, produção de energia ou turismo.
De acordo com o trabalho, o aproveitamento das principais actividades relacionadas com o mar - apontado como o maior recurso natural à disposição da economia portuguesa - poderia fazer com que esse valesse cerca de 20 mil milhões de euros dentro de 15 anos.

Na comemoração dos 36 anos do 25 de abril, também o Presidente da República salientou a importância de o país conseguir aproveitar as novas oportunidades, nomeadamente ligadas ao mar e às indústrias criativas, para enfrentar a atual situação economia difícil.

Segundo afirmou então Cavaco Silva, o país precisa de “repensar a sua relação com o mar e as formas como explora as oportunidades que este dá”, devendo este recurso tornar-se “na verdadeira prioridade da política nacional”.

 
Correio do Minho/Lusa
13.Jun.2010

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