Portimão quer tornar-se a Porta Marítima do Algarve
Transformar Portimão na «Porta Marítima do Algarve» é o principal objectivo do projecto do Centro de Mar, cujo estudo preliminar vai ser apresentado esta sexta-feira, dia 24 [Julho], às 10h00, no Auditório do Museu de Portimão.
A apresentação será presidida por Ernâni Lopes, o economista e ex-ministro das Finanças responsável pela equipa que está a conceber o projecto, encomendado no ano passado pela Câmara de Portimão.
A ideia é orientar o desenvolvimento do concelho na próxima década pelo modelo do «hipercluster da economia para o mar», criado por Ernâni Lopes.
E como será esse Centro de Mar? Segundo o Estudo Preliminar que amanhã será divulgado, «trata-se de um centro dinamizador e estruturador de actividades económicas ligadas ao mar, constituindo-se como pólo de afirmação estratégica e elemento estruturante do desenvolvimento de uma rede de actividades que integram os conceitos diferenciadores e identificadores do território que lhe serve de base e que permitem a construção de uma narrativa de futuro ligada ao mar e à maritimidade do Município de Portimão».
Ou seja, o Centro, de acordo com o modelo conceptual proposto pela Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR), de Ernâni Lopes, deverá articular o turismo, a navegação, a investigação, a cultura, a formação, a certificação.
Como? O Estudo Preliminar define sete «projectos estruturantes» deste Centro de Mar: a criação do Fórum do Mar, a consagração do Porto de Cruzeiros do Algarve, a criação do Centro de Apoio à Navegação e Recreio, a criação do Centro de Dinamização e Coordenação de Eventos, a criação da marca de excelência Centro de Mar, da rede de Prestadores de Excelência dessa marca e ainda a criação da Plataforma de Serviços de Valor Acrescentado do Centro de Mar de Portimão.
Como se vê, ambição não falta a este projecto. Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, já tinha considerado em declarações ao «barlavento» que esta estratégia permitirá «encontrar uma visão da cidade para os próximos anos».
«O Centro será um elemento aglutinador e dinamizador de todas as valências do concelho relacionadas com o mar. É o caso das actividades náuticas, do turismo de cruzeiros, da cultura, como o museu e a arqueologia subaquática, e todo o elemento líquido que cerca o município», acrescentou o autarca.
E, apesar de se tratar do desenvolvimento de uma ideia da Câmara de Portimão, o projecto não terá efeitos benéficos apenas neste concelho.
O Estudo indica que «enquanto projecto de valorização e atracção turística e de desenvolvimento económico e social, a influência do Centro de Mar na região deverá projectar-se para além do espaço físico de implantação [o concelho de Portimão], revelando impactos importantes ao nível do desenvolvimento em dois arcos sucessivos: um primeiro, de proximidade, com impactos imediatos a nível local e na área do Barlavento algarvio; um segundo, de nível intermédio, projectando-se a Este e a Norte, englobando toda a região do Algarve e ainda alguns pólos no Alentejo».
O Estudo feito pela SaeR salienta, a concluir, que «no quadro da globalização competitiva que vivemos, compete às cidades um papel determinante na criação das condições de geração de riqueza, poder e competitividade das regiões e dos respectivos países».
«Portimão está a assumir esse papel e o projecto do Centro de Mar de Portimão é um instrumento fundamental na concretização desse desígnio», sublinha ainda.
Até se chegar à concretização do Centro de Mar, há ainda obstáculos a ultrapassar, até porque a concretização de parte dos «projectos estruturantes» não passa apenas pela autarquia, mas por outros parceiros, nomeadamente institucionais. Mas nada que assuste a Câmara de Portimão.
A ideia é orientar o desenvolvimento do concelho na próxima década pelo modelo do «hipercluster da economia para o mar», criado por Ernâni Lopes.
E como será esse Centro de Mar? Segundo o Estudo Preliminar que amanhã será divulgado, «trata-se de um centro dinamizador e estruturador de actividades económicas ligadas ao mar, constituindo-se como pólo de afirmação estratégica e elemento estruturante do desenvolvimento de uma rede de actividades que integram os conceitos diferenciadores e identificadores do território que lhe serve de base e que permitem a construção de uma narrativa de futuro ligada ao mar e à maritimidade do Município de Portimão».
Ou seja, o Centro, de acordo com o modelo conceptual proposto pela Sociedade de Avaliação Estratégica e Risco (SaeR), de Ernâni Lopes, deverá articular o turismo, a navegação, a investigação, a cultura, a formação, a certificação.
Como? O Estudo Preliminar define sete «projectos estruturantes» deste Centro de Mar: a criação do Fórum do Mar, a consagração do Porto de Cruzeiros do Algarve, a criação do Centro de Apoio à Navegação e Recreio, a criação do Centro de Dinamização e Coordenação de Eventos, a criação da marca de excelência Centro de Mar, da rede de Prestadores de Excelência dessa marca e ainda a criação da Plataforma de Serviços de Valor Acrescentado do Centro de Mar de Portimão.
Como se vê, ambição não falta a este projecto. Manuel da Luz, presidente da Câmara de Portimão, já tinha considerado em declarações ao «barlavento» que esta estratégia permitirá «encontrar uma visão da cidade para os próximos anos».
«O Centro será um elemento aglutinador e dinamizador de todas as valências do concelho relacionadas com o mar. É o caso das actividades náuticas, do turismo de cruzeiros, da cultura, como o museu e a arqueologia subaquática, e todo o elemento líquido que cerca o município», acrescentou o autarca.
E, apesar de se tratar do desenvolvimento de uma ideia da Câmara de Portimão, o projecto não terá efeitos benéficos apenas neste concelho.
O Estudo indica que «enquanto projecto de valorização e atracção turística e de desenvolvimento económico e social, a influência do Centro de Mar na região deverá projectar-se para além do espaço físico de implantação [o concelho de Portimão], revelando impactos importantes ao nível do desenvolvimento em dois arcos sucessivos: um primeiro, de proximidade, com impactos imediatos a nível local e na área do Barlavento algarvio; um segundo, de nível intermédio, projectando-se a Este e a Norte, englobando toda a região do Algarve e ainda alguns pólos no Alentejo».
O Estudo feito pela SaeR salienta, a concluir, que «no quadro da globalização competitiva que vivemos, compete às cidades um papel determinante na criação das condições de geração de riqueza, poder e competitividade das regiões e dos respectivos países».
«Portimão está a assumir esse papel e o projecto do Centro de Mar de Portimão é um instrumento fundamental na concretização desse desígnio», sublinha ainda.
Até se chegar à concretização do Centro de Mar, há ainda obstáculos a ultrapassar, até porque a concretização de parte dos «projectos estruturantes» não passa apenas pela autarquia, mas por outros parceiros, nomeadamente institucionais. Mas nada que assuste a Câmara de Portimão.
Elisabete Rodrigues
Barlavento
24.Jul.2009
Notícias
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